segunda-feira, 4 de junho de 2012

Feliz aniversário!



Admiro sinceramente as pessoas que conseguem passar incólumes pelos próprios aniversários. Há tempos não sei o que é ter o coração tranquilo quando chega a minha hora de completar mais um ano de vida. Disse o poeta que cada hora que passa nunca é mais, assim como cada ano que se vai é sempre menos. Claro que tudo na vida, como Einstein nos ensinou, é relativo: pra formiga, gota d'água é tsunami... Mas, é difícil ser otimista com o acúmulo dos anos.
Como somos humanos, por outro lado, não envelhecemos; ao contrário, ficamos melhores e mais prontos. Mesmo assim, aniversário pra mim tem que ter retrospectiva do que foi válido, tem que ter análise sobre se melhorei como pessoa ou se fiz muitas coisas reprováveis, além de bolo e cerveja com os amigos... O mais importante, no entanto, principalmente nos últimos anos, tem sido a pergunta que me faço em todos os meus aniversários: Você tem feito pessoas felizes?
Com o passar do tempo, conseguimos constatar que ter pessoas felizes em volta deixa nossa vida melhor.  Para isso, bom humor e respeito são fundamentais, sem falar no prazer em fazer da vida dos outros um fardo mais leve de se carregar. Claro que esta "missão" não pode pesar sobre nós. Tem que ser feita de uma genuína e espontânea vontade de agradar os outros.
Não para que todos falem como você é legal, bacana, boa gente etc. mas para sentir o prazer maior, que é o de se dedicar aos outros como se fosse para você mesmo. Se todos pudessem sentir o quanto é bom fazer os outros felizes o mundo seria bem melhor. E não tem a ver com dinheiro, poder ou bom coração. Às vezes, tem a ver com coisas miúdas: uma palavra bem intencionada, um ato desinteressado, um beijo, um afago, um carinho, um olhar, um "obrigado", um "me perdoe", um favor... que são coisinhas cotidianas que muitos esqueceram que existem mas que fazem muita diferença para quem recebe.
Além disso, os talentos exigidos pela tarefa são poucos e fáceis de serem desenvolvidos. Cantar e contar piadas, por exemplo. Fazer trocadilhos bobos e de duplo sentido. Imitar os outros. Saber rir dos problemas. Inventar nomes estranhos para bichos, plantas e gente. Cultivar uma certa loucura e um pouco de alienação, sem falar na capacidade de rir de si mesmo... geralmente tudo isso faz os outros rirem e a risada ainda é um dos caminhos mais curtos para a felicidade maior.
Para investir nesta "nova" modalidade de interação basta esquecer um pouco o dinheiro, o consumo, as bobagens pós-modernas e as outras tantas bugigangas que a atual sociedade jura que são importantes... Pensem nisso.

Nesta primeira semana de junho o "Gazetadas" completa mais um ano de vida. Coincidentemente (mas nem tanto), eu também faço mais um aniversário. A diferença é que, enquanto este modesto blog completa dois aninhos, eu faço 50! Meio século, quem diria! Tentando fazer mais bem do que mal e apostando na felicidade dos outros... Parabéns pra todos nós, palhaços de coração e parceiros de estrada na caminhada da vida!

sábado, 26 de maio de 2012

Indignação de butique


Chega a ser impressionante a capacidade que o brasileiro tem de se indignar com coisas sem importância, ou menos importantes do que muito daquilo capaz de gerar verdadeira indignação. Das declarações tardias de Xuxa, por exemplo, passando pelo ridículo "veta Dilma" até a repórter que zomba do entrevistado ignorante no YouTube, os brasileiros fervem de indignação. E haja mobilização para denunciar abusos contra as crianças, para postar mensagens ferozes contra o novo código florestal no Facebook e exigir que os jornalistas tenham ética...e não sei mais o quê. Quanta perda de tempo e energia!
A verdade é que esta "indignação de butique" é uma variante (ou mesmo sub-produto) do rebaixamento da crítica nos últimos tempos. As pessoas confundem o fato de terem pouco tempo para refletir hoje em dia com a simples abolição da reflexão. Num cotidiano stressante e corrido, obviamente, pouco espaço sobra para o pensamento, mas isso não pode ser desculpa para não se querer pensar. Não "criticar" nada também não dá. Não é politicamente correto!
Assim, pautados por uma mídia identicamente acéfala, criticamos as vítimas da vez, pelo menos até aparecerem as próximas. É quase o esquema adotado quando discutimos futebol. Com um país de milhões de técnicos, pior do que dar opiniões fúteis e desnecessárias, é não dar nenhuma opinião. Por isso que, com raríssimas exceções, o que se fala, ouve ou se vê sobre futebol no Brasil é totalmente dispensável, principalmente nas chamadas "mesas redondas" de final de semana.
A indignação cosmética serve para mascarar a nossa falta de vontade de atacar criticamente aquilo que precisa ser atacado no Brasil: a indecência do voto e do serviço militar obrigatórios; o rombo causado pela dívida pública e no INSS; a ainda pouca transparência dos governos, em todos os níveis, para demonstrar a aplicação das verdadeiras fortunas que arrecadam todos os anos; o fraco e, porque não dizer em alguns casos, totalmente ausente, combate ao narcotráfico e à corrupção etc.
Saúde, educação, segurança, gerenciamento de dinheiro público e muitas outras coisas merecem a nossa indignação e a nossa crítica. Com certeza, muito mais do que imbecilidades postadas no YouTube ou os delírios psicóticos de uma apresentadora de tevê com prestígio em declínio.
Mas, parar para refletir de verdade dá trabalho. Cansa. Transforma-nos em pessoas quase antissociais, tipo "lá vem aquele chato que só reclama dos políticos". Com o tempo, ninguém quer mais convidar a gente pra festinha ou churrascada, ou mesmo para tomar um chopinho.
Mesmo assim, prefiro fazer o papel de chato do que ser obrigado a criticar coisas que não merecem atenção de ninguém que tenha mais de dois neurônios.  Ou você acha que dá para levar a sério um protesto contra a violência sexual auto-intitulado "Marcha das Vadias"?!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Roubar pode, né?!


Como o Brasil é um dos poucos países "virtuais" do mundo, resolvi fazer um guia para turistas, principalmente com a proximidade da Copa (Rá!Rá!Rá!, desculpem, mas não resisto. Se bem que, agora, com o aval de Pelé e Ronalducho, a coisa vai... Rá! Rá!), para que eles possam começar a entender o que pode e o que não pode ser feito por aqui, obviamente com o consentimento do nosso amado governo. Por exemplo:


1. Criança jogar videogame violento, não pode. Imagina o que essas barbaridades causam nas pequeninas mentes em formação!! Já prostituição infantil e pedofilia, pode. De preferência com o consentimento das autoridades constituídas. É que, por aqui, quem cala, consente...
2. Ajudar famílias carentes com doação em dinheiro ou comida, não pode. Dá até cadeia. Já desviar verba de merenda escolar, de remédios que iriam para postos de saúde, de obras públicas necessárias etc. pode, desde que ninguém filme escondido ou denuncie... mas é mais fácil acontecer quando os denunciantes não levaram a parte deles na falcatrua.
3. Donos de instituições particulares de ensino podem pagar muito mal os professores e enriquecer às custas do saber e suor alheios. O Governo dizer que a Educação é a única saída para o país também pode... Já o professor reclamar que ganha pouco ou das péssimas condições de trabalho, não pode. Quem se arrisca, invariavelmente, é premiado com demissão e perseguição.
4. Assalariado pagar imposto de renda na fonte e na hora de declarar, não só pode como deve! Já empresários ricos, políticos e fiscais da Receita sonegarem imposto é quase um dever cívico. Pode, né? Principalmente para quem é assalariado ter certeza do quanto é otário.
5. Chamar negro de negro e viado de viado, não pode!! É crime! Se quiserem dar vazão aos preconceitos, é só assassinar travesti, flanelinha ou mendigo. Isso tá liberado...
6. Lojas e empresas ponto-com podem enganar os clientes livremente. Podem anunciar uma coisa e vender outra. Podem cobrar três vezes a mais no cartão de crédito e não estornar. Podem até vender o que não possuem, não entregar, não devolver o dinheiro e ficar por isso mesmo. Já a gente processar judicialmente o Governo por não fiscalizar esse tipo de comércio, não pode. De jeito nenhum.
7. Bater em mulher ou descriminar alguma delas não pode. Tem lei, delegacia especializada e dá um rolo danado. Já dar umas boas bolachas em garota de programa até tirar sangue ou quebrar uns dentes, pode!  Dá até uma apimentadinha na hora da "relação". Não pagar pelo serviço também pode.
8. Não licenciar o carro, não pagar o IPVA ou não renovar a carteira de habilitação não pode, pô! É ruim para o país! Já dirigir bêbado, atropelar e matar um monte de gente ou adulterar número de chassis, pode.
9. A gente roubar coisa no supermercado, não pode. Já o supermercado roubar a gente com a desculpa que não tem lucro por causa dos roubos nas lojas, pode. Entendeu? Pois é, nem eu...
10. Dizer o que se pensa, geralmente, não pode. Já o Governo viver dizendo pra gente o que bem entende, pode. Ô país difícil de entender!!

sábado, 5 de maio de 2012

Eficiência na terra da deficiência

Muita gente que segue o "gazetadas" reclama da minha "má vontade" ou ranzinzice com a maioria das coisas neste país tropical abençoado por Deus. Não é que eu não tente, mas é tão difícil encontrar motivos ou temas para se elogiar por aqui que fica mesmo parecendo coisa de jornalista chato e velho, desses que já não têm um cargo numa redação para exercitar o mau humor diariamente. Pois bem, esta semana vou fazer um elogio... e dos grandes.
Por incrível que pareça, apesar de já existir há quase cinco anos aqui na minha cidade, eu nunca havia utilizado o Poupa Tempo. Eis que, prestes a fazer 50 aninhos, minha carta de habilitação vencia este mês, sem direito a choro. Eu já antecipava a trabalheira e chateação, tentando protelar o mais que pudesse a tarefa, mas sabendo que esta é uma daquelas obrigações inadiáveis.
Comentando com amigos sobre a chatíssima burocracia a ser enfrentada - na última renovação gastei pelo menos uma semana para providenciar tudo: da foto ao exame, das taxas aos casmurros da turma do Detran etc. - , quando me falaram porque eu não ia no Poupa Tempo? Garantiam que era rápido e rasteiro, sem encheção demasiada. Pensei, porque não? E fui.
Primeiro, me espantei com o tamanho do troço. Me disseram que só ali naquele local a capacidade é a de atender 5,5 mil pessoas todos os dias e 121 mil por mês. Sem falar que oferece cerca de 250 serviços públicos, prestados por dez órgãos: Acessa São Paulo (acesso gratuito à Internet), Banco do Brasil, CDHU (Cia. de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), Detran (Departamento Estadual de Trânsito), e-poupatempo (serviços públicos eletrônicos), IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt), Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Secretaria de Estado da Fazenda, SERT (Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho) etc.
Depois, vendo a quantidade impressionante de gente sendo atendida, pensei, ainda bem que não marquei nenhum compromisso importante para hoje! Vai saber a que horas vou conseguir sair daqui?! Na senha que recebi havia o horário da minha entrada, 14h10.
Outra coisa que me surpreendeu foi a quantidade de jovens gentis e educados que ajudavam dando informações precisas e enxutas. Nem parecia que eu estava no Brasil!
Como tinha que fazer exame médico, pagar as taxas, assinar os papéis, tirar a foto, as digitais e enfrentar algumas filas, calculei que deveria ter levado um livro para ler. Ainda bem que não fiz isso. Não teria tido tempo nem de ler duas páginas. Era sair de um ponto para outro quase correndo se não corria o risco de já ter tido a senha chamada e nem perceber! Coisa de louco! Nunca vi uma linha de produção burocrática funcionando tão fantástica e eficientemente bem.
Pensando bem, nunca tinha visto linha de produção burocrática em lugar nenhum. Com certeza, isso é invenção nossa, sendo o Poupa Tempo a quintessência da obra.
Pra encurtar, exatamente às 14h59 eu já estava do lado de fora do Poupa Tempo e com a carteira renovada por um preço justo. Carteira que, diga-se de passagem, estava pronta às 11h do dia seguinte. Vai ser eficiente assim lá no Japão! Pena que, em outras áreas, o Governo ainda não tenha a mesma eficiência, mas que já dá pra dizer que temos pelo menos UMA coisa de que nos orgulhar, já dá...  

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A baixaria do bom bandido


Quando a gente pensa que já viu e ouviu de tudo, aparece alguma coisa que nos deixa embasbacados. No caso, mais uma "obra prima" do bandido disfarçado de artista popular, Mr Catra, desta vez em dueto com a ridícula Valesca Popozuda. A "música", chamada por eles mesmos de pagode, é de uma grosseria sem tamanho e de um mau gosto absurdo. Só para se ter uma ideia, a frase mais publicável da letra diz que "quando a piroca tem dono aí é que dá mais vontade de foder"! Pura poesia!
Por várias vezes já me pronunciei a respeito de Mr Catra, principalmente por causa do fascínio que ele causa entre a molecada. Esse negócio de ter 100 mulheres, de fazer apologia da maconha, de dizer que "uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém", tem um apelo forte junto aos que não pensam que a imagem de rebelde questionador do sistema esconde um delinquente.
Enquanto trabalhamos duro, pagamos sempre mais impostos e lutamos para manter a dignidade num país cada vez mais imbecilizado, Mr Catra zomba dos poderes constituídos, vive da prostituição e só não está na cadeia porque o Brasil não é mesmo um país sério. Agora, transformar pornografia barata da pior espécie em "música" já é demais. É muita cara de pau, até para um pilantra como Catra e uma idiota como a Popozuda!
Mas, o pior mesmo, é ver o vídeo bombando na Internet e ouvir as mesmas velhas desculpas dos pseudo intelectuais, de que isso é manifestação de cultura popular, que respeita a tradição brasileira da música maliciosa e outras baboseiras. Música maliciosa é uma coisa, baixaria é outra. Quer um exemplo?
O palhaço cearense Caçarola, que também é sucesso no Youtube, canta assim: "Como é que pode umbu ser tão azedo?" enquanto o refrão de Catra e Valesca é "mama no meu grelo e me chama de piranha". Quem honra a tradição circense, burlesca, brasileiramente sacana de um Velho Faceta, de um Ivonildo do Nordeste, uma Maria Alcina, Manhoso, Cremilda, Genival Lacerda e tantos outros? Quem faz cultura popular de verdade? O velho palhaço ou o bandido disfarçado de gente boa?
É preciso que as pessoas honestas, batalhadoras e sensatas que ainda existem, graças a Deus, neste país, se manifestem contra a impostura de pilantras que se dizem artistas do povo, mas em nada contribuem para melhorar a vida e a cabeça deste mesmo sofrido povo. Já bastam os políticos, que conseguem ser tão canalhas que zombam de quem os sustenta como paródias de um Catra qualquer.

sábado, 21 de abril de 2012

Cãezinhos amestrados

Dou aulas em instuições particulares de ensino há quase 18 anos e, confesso, nunca vi tamanha ditadura do alunado e das "empresas" sobre os professores. A pressão para que os professores facilitem a vida dos alunos vem de todo lado. Estes, cada vez menos aptos a aprenderem qualquer coisa, culpam os professores pela própria incompetência e apertam diretores, coordenadores e até os donos das escolas  para que façam alguma coisa. Aí, como sempre, a corda arrebenta do lado mais fraco: os mal remunerados e heróicos professores, que têm que "aliviar", "pegar leve", "facilitar"... ou seja, institucionalizar a burrice. Assim, o Brasil consegue criar uma nova visão educacional: os incompetentes mandam no mundo! Os menos capazes também devem chegar "lá!". Prá quê, ninguém sabe. Talvez para difundir ainda mais o vírus da imbecilidade.
Para não perder o emprego, que paga mal, mas paga; o professor vai ficando indiferente, burocrático, treinadinho como um cachorrinho desses de circo, com o chicote na mão dos alunos. Que beleza de mundo, este! Como sempre falo aqui, o governo diz que a nossa salvação é a Educação, mas o sistema que impera é o caos no ensino público e a ditadura dos idiotas no ensino particular. Como a salvação vai sair deste cenário digno de filme de terror "trash"?!
Aos professores resta a saída honrosa de procurar outro emprego ou o conformismo de fingir que ensinam e "passar" todo mundo para a frente, sem esquentar mais a cabeça. É por isso que logo não teremos mais professores de matemática, física, química etc. que são matérias "difíceis" e, assim, os alunos darão um jeito de fazê-las desaparecer do currículo. Aliás, fato refletido no fechamento de vários desses cursos pelo país afora, pelo simples motivo de ninguém mais querer ser professor destas matérias "complicadas"...
E vamos caminhando, provavelmente rumo ao fundo do poço. Mas, obviamente, a difusão da ignorância interessa a alguém. Só espero que possamos desarmar a armadilha antes de descobrirmos que tudo isso não passa de uma bem orquestrada conspiração.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Pequenas violências e grandes luxos

Já não sei mais dizer há quantos anos não vou ao cinema. Não é por não gostar da sétima arte; pelo contrário, continuo sendo fã ardoroso dos filmes, tenho uma "dvteca" em casa com mais de mil títulos, participo de uma rede social de cinema comentando e vendo filmes, estimulo as pessoas a ver (e rever) filmes... mas confesso que ir ao cinema não me atrai mais.
Podem dizer que estou velho e ranzinza, mas a experiência de assistir filmes fora de casa não é mais a mesma. Em primeiro lugar, dificilmente se acham salas de exibição fora de shoppings; ou seja, são espaços adaptados nas sobras de área que não conseguiram ser alugados para lojas. Em segundo lugar, as telas são pequenas, o equipamento de som é mais potente do que o razoável e as cadeiras, com a desculpa de serem ergonômicas, são horrorosamente desconfortáveis e espremidas umas contra as outras.
Mas, o grande problema, é o público. Com raras exceções, um pessoal criado a base de Spielberg e George Lucas, pouco reflexivo e disperso. Fazem de tudo durante o filme, menos assistí-lo: comem como porcos, falam alto no celular como idiotas, chutam as cadeiras como macacos enlouquecidos e xingam como imbecis que são, aqueles que reclamam destas violências absurdamente sem sentido.
O mais engraçado é que estes mesmos bárbaros são os que, às vezes, encampam as factóides discussões midiáticas sobre o excesso de violência nos filmes!!
Talvez com medo de perder quem realmente sustenta as salas, que são os poucos que ainda gostam de ver bons filmes, muitas empresas estão investindo pesado em salas de alto luxo, chamadas premium ou vips, ou seja lá que outra bobagem inventem para enganar os outros.
São salas com cardápio gourmet, carta de vinhos, horários diferenciados... ou seja, também não é cinema e, desconfio, deve atrair outro tipo de bárbaro; o endinheirado que acha que também pode tudo. Por causa destes grandes luxos e das pequenas violências do público é melhor mesmo ficar em casa e fazer da experiência de se assistir filmes uma coisa única. Pelo menos é mais seguro e menos estressante...